03 maio, 2007
Testando o mail
nada suficientemente longo ou interessante que merecesse ser
publicado. Agora estou a tentar voltar... vamos a ver como corre.
21 janeiro, 2007
Blogorendo
Isto dos blogs é uma espécie de faca de dois gumes: são livres, são fáceis de manter, são a moda do momento, são bonitos e são grátis. Isso por um lado é útil, mas por outro...
Dantes as pessoas que tinham uma mensagem para fazer passar juntavam-se em grandes grupos, faziam uma vaquinha e alugavam um site. Agora cada um olha para o seu pequeno umbigo e cria um blog grátis. Dantes havia grupos que geriam as paginas da web, que tinham critérios quase editoriais. Hoje cada um acaba por dizer o que quer e o que lhe apetece: usa os argumentos que escolhe depois de ter visto um qualquer panfleto de rua. O cuidado com o conteúdo diminui, o nível da informação prestada torna-se nulo e aí batemos no principal problema. Enquanto usamos os blogs para transmitir opiniões: tudo bem. Mas a partir do momento em que queremos usar os blogs para transmitir algum tipo de conhecimento começamos a ficar com uma rédea demasiado solta para a manipulação das opiniões com base em pseudo-conhecimento.
Vamos lá deitar a mão à consciência: não misturem opinião com conhecimento. Acreditem, ninguém vos vai levar a sério.
Este é o meu conselho para as dezenas de blogueiros instantâneos que entraram neste mundo por causa do debate sobre o aborto.
16 janeiro, 2007
Grandes Portugueses
Faz hoje um ano que comecei a escrever este blog. Na altura formei uma série de blogs: achava esta coisa de poder escrever para todo o mundo uma interessante novidade, para não falar de uma tentadora forma de ir partilhando as minhas ideias, levar na cabeça por elas e ficar feliz, por poder, ainda assim, com todos esses avisos, continuar a emitir a minha própria mensagem, sem restrições.
Com o passar do tempo vim a perceber que isto de ter um blog tem mais que se lhe diga: não é apenas uma questão de escrever que o pessoal vem cá ler. Escrever um blog é tarefa para quem verdadeiramente gosta disto e não se importa de gastar um pouco do seu tempo livre a ler, pensar e eventualmente comentar as ideias dos seus pares. É trabalho só para quem gosta, para quem não se importa de perder uma ou duas horas de televisão para poder estar a ler o que passa na cabeça dos outros para depois escrever as coisas que lhe passam pela cabeça. Por outro lado, ao fim de um ou dois blogs visitados, começamos a encontrar demasiados textos de interesse, e aí começamos verdadeiramente a navegar na net: um post leva a outro, e depois queremos saber mais sobre o que o autor do segundo escreveu e vamos encontrar uma ligação a um novo blog... do qual iremos também ler o post mais recente e talvez deixar um comentário.
Vem tudo isto a propósito da quase coincidência entre o primeiro aniversário deste blog em português suave e o programa em que a Maria Elisa apresentou os cem portugueses que a plebe considera mais aptos para representar a nação. Ora, se tirarmos lá o puto dos Morangos com Açucar (que toda a gente sabe como foi lá parar) e a ex-ministra da educação (que ninguém sabe como foi lá parar), ficamos ainda assim com cerca de 30% de grandes portugueses vivos, nos quais podemos contar com dois médicos, um par de investigadores científicos, uma pintora, um arquitecto e apenas dois ou três futebolistas. Do D. Sebastião nem se falou (mas infelizmente falou-se do Sócrates, do Soares e do bombista do Otelo). Não me digam que não temos aqui motivos para alguma alegria!
Trinta (ou vinte, se tirarmos o bombista, os socialistas e a malta da bola) nomes vivos em cem grandes nomes não é nem a opinião de quem não entende nada de história, nem a opinião de quem só se agarra ao passado. Acredito que os nomes dos vivos que foram falados no domingo à noite serão certamente recordados pelos séculos vindouros como o são hoje os nomes do Mouzinho da Silveira, do Eça de Queirós, do D. Pedro IV (que nem por ter sido o instituidor da nossa primeira democracia conseguiu lograr lugar no pódio), de um Pêro Vaz de Caminha, Diogo Cão ou mesmo o semi-luso Espinosa, que hoje tem o seu lugar entre as mentes que criaram a civilização.
Quanto a mim, junto aqui, como quem com o seu punho mete umas notas à lista impressa e oficial, os nomes dos autores dos meus blogues de referência, que tem sido não só uma fonte de inspiração para este blog, como fonte de um belo entretimento e de imenso prazer... mas sem malícia.
24 novembro, 2006
Google Docs
Há uns meses atrás perguntaram-me se eu estaria interessado em fazer um blog sobre ciência e tecnologia. Nessa altura estava escaldado com a má experiência do Cyberia, pelo que respondi ser impossível criar um blog dedicado à ciência e tecnologia.
Hoje, sem nenhuma razão aparente, decidi voltar a experiemntar o Google Docs. Confesso que até acho piada a esta forma de editar os documentos, e, já que tem uma forma de integração no Blogger, acaba por ser mais fácil e rápido para mim publicar os posts no Português Suave. Além disso, escuso de escrever apenas quando estou a trabalhar em Linux (é lá que tenho o meu open office e guardo os meus textos). Por isso é com muito orgulho que posso dizer que este post foi escrito num intervalo entre o SimCity e o Age of Empires... :P
Falando agora das características do novo brinquedo: tanto quanto já pude testar, este processador de texto funciona de uma forma semelhante ao Word e ao OpenOffice, sendo ainda assim, menos potente, mas mais versátil. A edição de texto e fácil e directa, e permite editar o código html do que acabamos de escrever, o que é uma mais valia para os webmasters. A verificação ortográfica também é diferente das que temos vindo a usar: o texto é escrito como se tudo estivesse bem, havendo depois só que clicar no link check spelling para dar inicio ao processo de revisão do texto. Muitos de vós poderão pensar que este processo é menos expedito que as minhocas vermelhas do word e do opeoffice, mas há dois casos (entre os quais se dividem todas as minhas actividades de escrita) nos quais um passo único e final de revisão ortográfica pode ser uma vantagem. Em primeiro lugar, temos aqueles que como eu usam termos pouco comuns no léxico normal português, como sejam os termos técnicos: quanto escrevi a minha tese de licenciatura, o nome dos compostos químicos que estudava garantiam que o texto se encontrava tão repleto de minhocas vermelhas que era difícil saber quando é que efectivamente tinha errado na ortografia. Além disso, o constante voltar atrás para corrigir texto é uma atitude contra-natura: as ideias devem primeiro fluir. Na minha opinião não há mal nenhum em fazer um texto-rascunho de cento e vinte páginas cheio de erros, mas com boa fluidez em termos de ideias, e só depois ter a monumental trabalheira de reler o texto todo à cata de pontapés na ortografia.
Desconfio apenas da segurança e de facilidade com que é possível publicar e/ou partilhar inadvertidamente um documento pessoal. Confesso que seria muito mau se toda a gente tivesse acesso a tudo o que toda a gente se lembra de escrever. Mas isso são coisas que o futuro encarregar-se-á de revelar. Por enquanto, temos que dar os parabéns à Google, que conseguiu pôr no mercado mais uma ferramenta extremamente útil, e que certamente fará as dores de cabeça dos nossos amigos da Micro$oft.
02 novembro, 2006
Nota Breve II
...Pena serem tão acéfalos quanto os seus eleitores.