24 novembro, 2006

Google Docs

Há uns meses atrás perguntaram-me se eu estaria interessado em fazer um blog sobre ciência e tecnologia. Nessa altura estava escaldado com a má experiência do Cyberia, pelo que respondi ser impossível criar um blog dedicado à ciência e tecnologia.

Hoje, sem nenhuma razão aparente, decidi voltar a experiemntar o Google Docs. Confesso que até acho piada a esta forma de editar os documentos, e, já que tem uma forma de integração no Blogger, acaba por ser mais fácil e rápido para mim publicar os posts no Português Suave. Além disso, escuso de escrever apenas quando estou a trabalhar em Linux (é lá que tenho o meu open office e guardo os meus textos). Por isso é com muito orgulho que posso dizer que este post foi escrito num intervalo entre o SimCity e o Age of Empires... :P

Falando agora das características do novo brinquedo: tanto quanto já pude testar, este processador de texto funciona de uma forma semelhante ao Word e ao OpenOffice, sendo ainda assim, menos potente, mas mais versátil. A edição de texto e fácil e directa, e permite editar o código html do que acabamos de escrever, o que é uma mais valia para os webmasters. A verificação ortográfica também é diferente das que temos vindo a usar: o texto é escrito como se tudo estivesse bem, havendo depois só que clicar no link check spelling para dar inicio ao processo de revisão do texto. Muitos de vós poderão pensar que este processo é menos expedito que as minhocas vermelhas do word e do opeoffice, mas há dois casos (entre os quais se dividem todas as minhas actividades de escrita) nos quais um passo único e final de revisão ortográfica pode ser uma vantagem. Em primeiro lugar, temos aqueles que como eu usam termos pouco comuns no léxico normal português, como sejam os termos técnicos: quanto escrevi a minha tese de licenciatura, o nome dos compostos químicos que estudava garantiam que o texto se encontrava tão repleto de minhocas vermelhas que era difícil saber quando é que efectivamente tinha errado na ortografia. Além disso, o constante voltar atrás para corrigir texto é uma atitude contra-natura: as ideias devem primeiro fluir. Na minha opinião não há mal nenhum em fazer um texto-rascunho de cento e vinte páginas cheio de erros, mas com boa fluidez em termos de ideias, e só depois ter a monumental trabalheira de reler o texto todo à cata de pontapés na ortografia.

Desconfio apenas da segurança e de facilidade com que é possível publicar e/ou partilhar inadvertidamente um documento pessoal. Confesso que seria muito mau se toda a gente tivesse acesso a tudo o que toda a gente se lembra de escrever. Mas isso são coisas que o futuro encarregar-se-á de revelar. Por enquanto, temos que dar os parabéns à Google, que conseguiu pôr no mercado mais uma ferramenta extremamente útil, e que certamente fará as dores de cabeça dos nossos amigos da Micro$oft.


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