13 outubro, 2006

República das Bananas ou Monarquia das Berlengas?

No meu errar pela blogosfera tenho encontrado blogs que deixam de ser editados ao fim de pouco tempo. Mesmo eu já tive blogues que acabei por encerrar quer por falta de tempo para escrever, quer por achar que outros poderiam escrever melhor que eu sobre esses temas. Este blogue é o mais antigo que tenho (de entre os activos) mas ainda só vai no seu primeiro ano de actividade. E o que tenho notado é que se torna mais fácil o primeiro ano de um blogue à medida que vão passando aniversários sobre pontos fulcrais da história.

No inicio do mês festejou-se o 5 de Outubro e a minha referência ao formato actualizado da Revolta dos Pasteis de Nata serviu como base para um conjunto muito interessante de comentários tanto no local próprio, como no meu mail e msn.

Ora, estava eu a ouvir no 5 de Outubro todos os argumentos que os monárquicos dão para defender a merda que estava implantada e que todos os argumentos que os republicanos usam para defender a merda nesse dia implantada. E sim, tudo bem que o sistema estava antigo, e que viola o princípio da igualdade que os excelentíssimos senhores Soares defendem às terças, quintas e sábados, mas esquecem às segundas, quartas e sextas, quando um da família ou um amigo é libertado das garras da justiça (a qual, supostamente devia tratar todos por igual...). E sim, tudo bem que países como o Reino Unido, a Suécia, a Noruega e a Dinamarca são monarquias e que a nossa economia tem por repasto eterno o pó que a economia destes países deixa para trás. E podíamos falar do bem que fez a república em abrir escolas e liceus, e as portas dos quartéis para as guerras na Alemanha e em África. E do bem que fizeram os reis que trouxeram ouro e especiarias do mar. Podíamos passar a eternidade a falar sobre qual o melhor regime, e estou certo que a maioria de nós, daqui a um, dois, três anos irá voltar a passar o início do mês de Outubro a discutir as vantagens de ter um Rei ou Presidente.

Na minha opinião (que vale o que vale...) o debate português sobre esta questão não passa de um esgrmir de argumentos entre os que querem o Rei das Berlengas sair do imaginário colectivo e assentar-se sobre um país de incompetentes, indigentes e preguiçosos ou um senhor Presidente das Bananas continuar a assentar-se sobre um país de incompetentes, indigentes e preguiçosos... com a ajuda dos senhores do loby que lhe patrocinaram as eleições.

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