10 julho, 2006

Rescaldo do Mundial

Quem ontem pode ver a final do campeonato do mundo de futebol de certeza que deve ter deixado o queixo deslizar pelo chão, ao ouvir hoje a notícia da atribuição do prémio para melhor jogador do campeonato do mundo. Aliás, depois de ver umas tantas páginas dos jornais, fiquei a saber que, para além do primeiro e dos desnecessários 2º e 3º lugares do campeonato, a FIFA atribui ainda uma série de prémios, ao estilo dos oscares. Tais prémios permitem às equipas que perdem fazer o que os partidos vencidos nas eleições já aprenderam a fazer há mais de dez anos: gabarem-se de uma pseudo‑vitória.

Mas voltemos à final do campeonato do mundo, onde o nosso bola de ouro mostrou toda a sua verdadeira natureza contra o peito do fraterno colega italiano. Podemos admirar como a sua marrada é impressionante, devidamente dirigida de baixo para cima, de forma a causar o impacto mais proveitoso. Ora, como nós sabemos, a arte do futebol, depois do fantástico golpe de karaté do Costinha sobre o João Pinto e do excelente murro do Sá Pinto sobre o Artur Jorge, teve que abrir portas a uma globalização das artes desportivas. Neste contexto até se compreende que tendo nós, portugueses, incorporado as artes marciais do oriente e o boxe norte americano no desporto dito rei, os franceses não quisessem ficar atrás e tivessem na final de ontem rendido homenagem à tourada dos seus vizinhos espanhois. Enfim, sinais dos tempos...

Do mundial de 2006 fica no entanto um sabor estranho: o sabor que a frança é um peixe palhaço que dança livremente por entre os braços da anémona venenosa da abritagem, que lhe serve de protecção. Aliás, recordo a conhecida declaração desse tal senhor presidente da FIFA que há uns anos, na véspera do célebre jogo do Abel Xavier, disse gostar de ver a frança a disputar a final do campeonato, e a frança disputou, e Portugal disse “puta que pariu o árbito”. E este ano voltamos a ver a frança a contar com um peso prórpio, mais leve e confortável, da mão do árbrito do jogo contra a nossa equipa. E, não fossem os tipos ficar ougados com a taça de ouro, decidiu a FIFA e mais os seus jurís comprados votar no Zidane como melhor jogador do campeonato, logo após a sua bela exibição.

Diga-se que, finda a sua carreira no futebol, pode o Zidane dedicar-se à tauromaquina, mas não como toureiro, já que, como francês que é deve-lhe sobrar o cú e o medo, mas, olhando para a exibição de ontem, vejo a ter um bo futuro como touro (ou como boi, se considerarmos que, como francês que é, também os seus atributos sexuais devem ser diminutos). Aliás, fica aqui aberto o convite para o Zidane se juntar às festas dos trogloditas de Barrancos, terei desta vez muito gosto em ver aqueles inegúmeros lidaram tamanho boi à sua moda.

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